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Educação - 09/12/2015

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Pesquisa de Nelson Bassanetti

Quando Getúlio Vargas subiu ao poder, após o golpe de 1930, não respeitou a autonomia de São Paulo, nomeando governador o Coronel João Alberto, um Interventor de fora, desgostando os Paulistas. Foi desencadeada uma grande propaganda contra o governo federal com os lemas: “São Paulo conquistado”; “Tudo pela  Constituição”, ocasionando a demissão de João Alberto. Getúlio nomeou então um paulista, o diplomata Pedro de Toledo, mas era tarde, os ânimos estavam exaltados e a situação não se acalmou e em 23 de maio, estudantes e populares queimaram e empastelaram as redações dos jornais ditatoriais e, nesse conflito, foram mortos os estudantes de Direito: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, que deram nome ao movimento paulista, com a sigla MMDC. A insatisfação e o inconformismo  tomou conta de todos e no dia 9 de julho de 1932, o Interventor Pedro de Toledo telegrafou ao ditador Getúlio Vargas informando o início da Revolução Constitucionalista. Sem distinção de classe social  todos acorreram ao chamado da Revolução  pela luta antiditatorial. Nos três meses de conflito, São Paulo sozinho,  sem apoio de outro Estado, viveu um verdadeiro esforço de guerra  mais apesar de todo o entusiasmo,  a desvantagem Paulista era flagrante  e para evitar mais mortes e destruição de bens, o governo paulista fez um pedido de armistício ao governo federal, terminando a Revolução no dia 02 de outubro de 1932.

Catanduva também deu sua contribuição a esse movimento organizando o batalhão feminino “Estrella do Sul”, que ficou na retaguarda e muitos jovens foram incorporados ao Batalhão General Glicério como “Voluntários de Catanduva” Nessa Revolução tivemos o falecimento de dois catanduvenses: Antonio Ortega de Haro e Josué Grande que foram homenageados quando da construção de um lar para meninas órfãs, iniciativa de Padre Albino,  que recebeu o nome de “Lar Ortega e Josué”, onde funciona hoje o  Colégio Ressurreição. Eles estão sepultados no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, onde existe um monumento, obra do escultor  Oscar Valzacchi, que eterniza tão nobre sacrifício. Existem outras homenagens que reverenciam a Revolução de 1932. A Praça existente atrás da Igreja Matriz recebeu o nome de “09 de julho”, data do início desse Movimento. Lá se encontra  um monumento ao soldado constitucionalista, obra do escultor Oscar Valzacchi e um painel, com figuras em baixo relevo, obra do arquiteto Paulo Rodrigues Pinotti, desenho de Luis Antonio Malheiros, execução de Adelício Nespolon e idéia do professor Brasil Procópio de Oliveira, então Diretor do Museu Histórico e Pedagógico “Governador Pedro de Toledo” 

 Pesquisa em Jornais e Revistas do “Museu Padre Albino”

 

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